Helton Michael, Bacharel em Direito

Helton Michael

Cotia (SP)
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Helton Michael, Bacharel em Direito
Helton Michael
Comentário · há 11 meses
Na minha opiniãoa pejotização é uma prática que, na essência, prejudica o trabalhador, retirando-lhe direitos fundamentais e transferindo para ele os custos e riscos que deveriam ser do empregador. Mascarada como "modernidade" ou "empreendedorismo", ela nada mais é do que uma forma de precarizar o trabalho.

A alegação de que não é possível pagar um funcionário dentro das rigorosas normas da
CLT revela um problema de gestão e de modelo de negócio, e não uma falha na legislação. Se uma empresa não consegue arcar com o custo de um trabalhador formalizado, o equívoco está em sua planilha: ou cobra um preço muito baixo pelo seu serviço, ou atua em um segmento economicamente inviável. A solução, portanto, não é flexibilizar direitos à custa da dignidade do trabalhador, mas sim repensar a estratégia, ajustar os preços ou, em último caso, migrar para um ramo de atuação sustentável.

O discurso da "flexibilização" como salvação muitas vezes esconde uma nostalgia perversa por relações de trabalho arcaicas e exploratórias. O que não se pode, em hipótese alguma, é almejar a volta de um modelo análogo à escravidão, disfarçado sob o argumento da competitividade. Adapte-se o negócio, não se retroceda em direitos conquistados com décadas de luta.
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